Vida nova depois do câncer

Uma das alternativas disponíveis aos pacientes oncológicos é o congelamento de gametas – óvulos ou espermatozóides – que deve ser realizado antes do início do tratamento para a doença.

A evolução no tratamento do câncer representa uma nova chance de vida para as pessoas que enfrentam a doença. Além do crescimento das possibilidades de cura estimulado pela detecção precoce – o câncer de mama, por exemplo, é curável em 95% dos casos, se descoberto cedo – as pesquisas médicas têm contribuído para a elevação da qualidade de vida de quem vence a enfermidade.
Diferente de outros tempos, em que duras restrições eram necessárias aos sobreviventes da doença, hoje é com a realização de sonhos e de metas de vida que os pacientes comemoram o êxito do tratamento. Um dos desejos que costuma ser adiado pela descoberta do câncer é o de ter filhos. Por desconhecimento, inclusive, muitos casais acabam impossibilitados de procriar. Isso porque tratamentos como a quimio e a radioterapia, além do tratamento cirúrgico em si, podem comprometer a fertilidade, tanto masculina quanto feminina.
“Quem deseja ter filhos deve estar atento a isso. Uma das alternativas disponíveis hoje é o congelamento de gametas – óvulos ou espermatozóides – que deve ser realizado antes do início do tratamento para a doença”, explica o médico Alvaro Petracco, autor de tese de doutorado sobre a técnica de congelamento de óvulos. “Sugere-se que seja aguardado o tempo determinado pelo clínico ou oncologista da paciente para que se inicie o processo de fertilização”, completa.
A preservação da fertilidade deve ser aconselhada para todos os pacientes jovens com câncer, que possam, em algum momento de suas vidas, querer procriar. “Muitas vezes, o paciente jovem ou mesmo sua família, não têm essa preocupação, pois, no caso de muitos meninos, a paternidade ainda está longe. É fundamental lembrar que o congelamento de sêmen, antes do início do tratamento, poderá garantir a realização de um projeto pessoal importante no futuro”, sublinha o médico Cláudio Telöken, urologista do Fertilitat.
Telöken salienta que muitos casais com histórico de câncer optam por não ter filhos, com receio de transmitir a doença aos filhos. “Este, como outros mitos, acaba influenciando negativamente essa decisão. No entanto, é preciso lembrar que o câncer não pode ser transmitido. O que há é uma predisposição genética para a doença”, explica.
Experiência – O Fertilitat foi um dos pioneiros no país a investir neste campo. A Clínica trabalha com congelamento de sêmen desde 1993 e com congelamento de óvulos desde 2000. O primeiro descongelamento de sêmen foi em 1999 e resultou na gravidez de um casal de gêmeos. Além disso, o Centro é responsável pelo primeiro nascimento através de congelamento de óvulos por técnica lenta do Brasil.


(51) 3339.1142

Av. Ipiranga, 6690, conj. 801 Centro Clínico do Hospital São Lucas da PUC

Assine a Newsletter Sala de Imprensa