Reprodução assistida auxilia casais a realizarem o sonho de ter filhos

Infertilidade atinge entre 10 e 15% dos casais em idade reprodutiva.

A infertilidade atinge entre 10 e 15% dos casais em idade reprodutiva – são cerca de 60 a 90 milhões de casais no mundo. Para muitos deles, a doença representa um obstáculo importante para a concretização do sonho de uma vida toda. No entanto, com o avanço da ciência, a medicina tem conseguido, cada vez com mais sucesso, auxiliar estas pessoas.
O Rio Grande do Sul conta com um dos mais modernos centros brasileiros especializados em reprodução assistida – o Fertilitat – Centro de Medicina Reprodutiva é o responsável pelo nascimento do primeiro bebê de proveta do Estado, em 1989, e pelo primeiro nascimento através de congelamento de óvulos por técnica lenta do Brasil, em 2002.
Para o médico Alvaro Petracco, diretor do Fertilitat, apesar do sofrimento despertado pela infertilidade, é fundamental que o casal se reorganize emocionalmente, para que possa buscar as alternativas possíveis. “Os casos de sucesso são muitos, no Brasil e no mundo. Não há motivo, então, para tornar infértil a vida, diante de um diagnóstico desfavorável. A infertilidade aparece como um limite, sim, mas que não diminui o valor ou a capacidade da pessoa que o enfrenta. Pelo contrário, todos os dias, casais lutam, acreditam e conseguem realizar seu sonho de procriar”, afirma.
A fertilização in vitro, o congelamento óvulos, de embriões, de sêmen ou tecido ovariano e a extração de espermatozóides do testículo, entre outras técnicas, ampliaram, e muito, as chances de ter filhos para casais que, em algum momento de suas vidas, se deparam com a infertilidade.
Para preservar a fertilidade – De acordo com a médica Mariangela Badalotti, também diretora do Fertilitat, a fertilidade das mulheres começa a diminuir bruscamente a partir dos 35 anos. Essa baixa acontece também com os homens, mas em ritmo menos acelerado. “As mulheres que desejam postergar a maternidade devem tomar alguns cuidados para frear este processo. Evitar o tabagismo e as drogas, além de estar alerta para o consumo exagerado de álcool, são precauções importantes”, explica Mariangela, lembrando que mulheres fumantes têm 20% menos chances de engravidar do que as não-fumantes. Os homens devem ter o mesmo cuidado, pois o fumo interfere na produção de espermatozóides.
Além do cigarro, é preciso estar alerta para a ingestão exagerada de álcool e para a drogadição – ambos aumentam muito a chance de infertilidade. No Brasil, o fator preponderante para a doença entre as mulheres é o fator tubário – conseqüência de doenças sexualmente transmissíveis. Logo, o uso do preservativo deve ser encarado, também, como uma forma de prevenir a infertilidade.


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