
Em artigo, o diretor do Fertilitat, Alvaro Petracco, fala sobre infertilidade masculina e sobre dificuldades para engravidar. Clique aqui para ler o texto completo
Nossa família não é mais a mesma. E isso é muito bom. Diferente de outros tempos, hoje homens e mulheres podem empenhar-se em igual proporção na educação dos filhos, demonstrar afeto, falar sobre assuntos espinhosos. Muitos não o fazem, é verdade, mas um dos principais legados da revolução sexual, que liberou as mulheres para o mercado de trabalho, foi um presente que elas deram aos homens: o direito de serem pais. De ocuparem um espaço na vida de seus filhos que, por muito tempo, era exclusivo da mãe. De serem, junto com elas, “donos da casa”.
Mas o que acontece quando eles não conseguem realizar o desejo de serem pais? Pouco se fala em infertilidade masculina. Ao que parece, a impossibilidade de ter filhos é um problema apenas das mulheres. Na realidade, as coisas não são bem assim. A infertilidade é uma doença que acomete homens e mulheres em igual proporção. Um dos principais problemas, no caso masculino, é a ausência de espermatozóides no líquido seminal. Para superá-lo, foram desenvolvidas técnicas para a extração de gametas do epidídimo e do testículo, com excelentes resultados. Em pesquisa recente, ficou provado que o espermatozóide extraído do testículo é tão eficiente quanto o do ejaculado na obtenção de gravidez, não apresentando riscos para o recém-nascido.
A preservação da fertilidade masculina passa por uma série de fatores associados ao comportamento. Nos últimos anos, houve significativo aumento na média de idade em que os casais optam por terem filhos. Sabe-se que a idade do homem, a exemplo da feminina, também influencia na fertilidade do casal. Ainda que haja poucos estudos a respeito, é conhecido que o envelhecimento causa queda na qualidade do esperma.
O envelhecimento masculino também aumenta a chance de síndrome de Down ou malformações. Além da idade, há inúmeros fatores que influenciam a fertilidade masculina – o tabagismo, o alcoolismo, o uso de drogas recreativas (maconha, cocaína, crack), entre outros – que são agravados à medida que aumenta a idade do indivíduo, pois quanto maior o tempo de vida, maior a exposição a estes fatores nocivos. As doenças sexualmente transmissíveis também são fator de risco – logo, usar o preservativo é um hábito fundamental.
Um alerta importante é para os homens com algum tipo de câncer – é válido avaliar a possibilidade de congelar espermatozóides antes de iniciar tratamentos de quimio ou radioterapia, que podem acarretar infertilidade.
| © Fertilitat - Por Aldeia - Agência de Internet | Mapa de Localização
Termos de Uso
Política de Privacidade |