Fertilitat apresenta pesquisa sobre infertilidade masculina no Congresso Mundial de Ginecologia e Obstetrícia

Evento acontece em Cape Town, na África do Sul.

Os médicos Mariangela Badalotti e Alvaro Petracco, diretores do Fertilitat – Centro de Medicina Reprodutiva, apresentam pesquisa sobre infertilidade masculina no 19º Congresso Mundial de Ginecologia e Obstetrícia, que acontece entre os dias 4 e 9 de outubro em Cape Town, na África do Sul.

O estudo comparou o efeito das idades feminina e masculina e o número de óvulos inseminados entre ciclos com espermatozóides retirados do testículo e do esperma, em casos de homens com azoospermia – ausência de espermatozóides no sêmen – e oligospermia severa – pouco espermatozóide no ejaculado.

A investigação apontou que, nos casos em que o espermatozóide é retirado do testículo e a mulher tem idade avançada, o número de óvulos a serem inseminados deve ser superior a três para que o tratamento tenha sucesso.

“A infertilidade é tão comum em homens quanto em mulheres. No geral, quando se fala sobre o assunto, aborda-se o problema feminino. Mas a infertilidade atinge a ambos os sexos em igual proporção. A ciência já avançou muito para vencer essa barreira e possibilitar que esses casais possam realizar o sonho de ter seus filhos. Nossa colaboração tem o objetivo de tornar as técnicas de reprodução assistida ainda mais efetivas”, destaca Mariangela, que também é coordenadora do Departamento de Ginecologia da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

O Fertilitat é o responsável pelo primeiro nascimento através de congelamento de óvulos por técnica lenta do Brasil, em 2002, e pelo nascimento do primeiro bebê de reprodução assistida do Rio Grande do Sul, em 1989. Ao todo, mais de 2 mil crianças já vieram ao mundo através do trabalho da clínica de fertilização.


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